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8 de maio de 2010

Alguém traga muita água... sanitária

 Os tucanos são mesmo animais curiosos. Vejam só o que o mais conhecido exemplar dessa espécie, Fernando Henrique Cardoso, cantou em meio ao bando: "Queremos o Brasil em mãos limpas". E mãos de quem? De Serra? Bom, talvez ainda consigam tirar as manchas de sangue dos paulistanos tratados a porrete pelo ex-governador. Até lá vão ficar mais sujas do que pau de galinheiro... digo, poleiro de tucano...

6 de abril de 2010

Chumbo trocado

Quando Lula surgiu como um candidato efetivamente elegível, com uma coligação estratégica com o PL e simpatias, no mínimo, curiosas (isto é, quando entrou para ganhar, custasse o que custasse, como o sabem os ex-petistas...), o PSDB foi um dos principais divulgadores do “risco Lula”. De modo simples e direto: Lula seria uma ameaça à segurança econômica do país, a eterna criança que os tucanos quiseram manter para sempre no ninho.
Naquela época, o candidato do tucanato era Serra, que, em termos de rejeição, dispensa comentários. 
Depois que as últimas pesquisas, apesar de questionáveis – mas já convertidas em fato político –, indicaram a dificuldade de colocar Dilma como algo mais que uma “segunda voz” numa eleição polarizada, surge o “risco Serra” como reação descabelada. Isto é: Serra representa um risco às pequenas garantias sociais básicas promovidas nos últimos oito anos, e à ampliação da capacidade de consumo das camadas mais pobres que a classe média.
Os dois partidos mostram cada vez mais que, seja na curta “paz de Minas” (quando PT e PSDB se uniram localmente para eleger Márcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte em 2008), seja nos confrontos nas tribunas do Planalto, são uma única besta com duas cabeças. Olhando para os dois, não deixamos de pensar: se vale tudo numa campanha eleitoral, vale, inclusive, ser ridículo.

28 de março de 2010

Também não entendi

A pancadaria estava correndo solta nas imediações do Palácio dos Bandeirantes no dia em que o Datafolha concluiu sua mais recente pesquisa de intenção de votos. Os professores e alguns estudantes de São Paulo estavam sendo asfixiados por bombas de gás porque Serra entende que grevista tem que ser tratado a porrete.
E, no entanto, Serra subiu nas pesquisas. Com uma dianteira significativa.
Das duas uma: ou a amostra consultada tem uma paixão doentia por Serra (sublinhem aí o "doentia"), ou então o diretor do Datafolha acertou ao dizer que o motivo dessa rápida escalada foi que "no último mês as chuvas diminuíram em São Paulo e, em consequência, a exposição negativa do governo Serra", o que significa que o eleitor paulistano prefere ficar com os pés secos a ter uma educação de qualidade.
Eu, que sou um idiota político, fico feliz em ver que eu não fui o único que não entendeu esse resultado, mas também alguém que labuta há tanto tempo no jornalismo político, como Clóvis Rossi.

27 de março de 2010

Dimenstein dá aula de burrice

Com certeza não é só o PT que terá que se proteger no debate sobre a educação. O PSDB, em vista dos últimos acontecimentos, vai ter que suar muito para conseguir esconder a inépcia de Serra na questão. Só há uma coisa mais burra que açular a polícia contra professores e estudantes: é defender o açulador usando como argumento a culpabilização dos agredidos. Esta última burrice foi escoiceada hoje na coluna do jornalista Gilberto Dimenstein, que decidiu assumir a condição servil de cocheiro do PSDB. Um grau abaixo de escudeiro (os escudeiros podiam, ao menos, aspirar a cavaleiros...). Mostrou-se um verdadeiro apascentador de burrices.
Ele já pode se juntar ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que esta semana mostrou que está se esforçando para proteger Dilma. A diferença é que Haddad, que tem a faca e o queijo na mão, apesar da mão ser um tanto frouxa, foi maquiavelicamente mais eficaz: agiu de modo que o eleitorado bruzundanga pelo menos não odeie tanto a Unigênita.